quarta-feira, 2 de março de 2011

vazio

Ultimamente algo tem latejado constantemente no meu peito. É incomodo e curioso, me perturba de meia em meia hora perguntando se já chegou a hora de sair, ah se você soubesse o quanto eu odeio o amor gostaria de ficar ai dentro pelo resto de sua miserável vida, mas este pássaro é persistente. Sinto repulsa quando penso no anoitecer quando meus olhos já pesados de sono percorrerem o quarto a procura do vazio, ao me deitar vou me revirar na cama esticar os braços a procura dos teus, mas ao invez disso encontrarei apenas um cobertor macio e gelado e ao longo da madrugada permanecerei quieta, aguardando você se deitar ao meu lado no lugar mais frio da cama, cujo nunca fora preenchido. 
E ao amanhecer o pássaro reclama, eu lhe respondo doce e gentil 'odiar o amor não é algo reconfortante, minha resistência só me torna vulnerável.' Ele hesita, desconfiado. Mas fecha os olhos e descansa para que ao anoitecer volte a me assombrar, eu lhe digo em um sussurro - belo pássaro, descanse desse sentimento fugaz.

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