sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sorri, sentida.

Deixo que o vento acalma, a alma.
e assopra os desejos 
inalcançáveis.
Simplesmente. Talvez eu esteja cansada demais para pensar em sofrer, ou reviver na mente tudo o que leva ao pranto.
Só o canto, do ar. Eu ouvia.

Estou de pé, estou andando. Enquanto o tempo passa.
E dentro dele eu me procuro.
Em mim mil pássaros, mil suspiros, mil esparsos

Mesmo que doa pensar,  nunca estaria assim se eu não tivesse sofrido tudo o que sofri. 
Se feridas não me queimassem. Só assim eu aprenderia. 
Minhas flores nunca teriam vida se minhas lágrimas não as regassem.
Respirei. Calmamente.
Calma a mente, o coração. 
Fechei os olhos. 
Apesar de estar sozinha, eu estava comigo. 
Serena, sorri.
É sempre tempo de amor nascer.

domingo, 7 de julho de 2013

Das vontades que vou.

 Há lugares de mim que me chamam. À lugares.

ao curvar os olhos para a grandeza do infinito
luz que abre o poro da iris e fura o negro da angustia
derrama
galáxias, universos, mundos
no meu existir.

Essas espadas e tronos não vão ceder
voo pra longe
regida pelo insólito
completa em mim mesma

Vejo o mundo compassando nos cantos
valorizando
as coisas que atravessam a vida inteira
sem ninguém perceber

Me mostro pras estrelas
pros cantos vazios, pros rostos sem vida
um sorriso de menina solta, insulta
e sentida
pela ultima brasa do sóis
a ultima estrela que mingua.