sábado, 5 de abril de 2014

transição

O defrontamento contra o próprio espelho
o peso de cada significado
do meu corpo quando oco
das minhas partes cegas

dentro de mim mil pássaros
que ardem ao esconder
vontadiando voar nessas ruas nuas
de luas abertas
não mais no corpo frio
que me corta fio e nua
seguindo e só seguindo
nos escuros que criei para não ver.

à toda fuga minha alma grita
querendo um fio só de existir na minha vida

inunda o canto que vem dizer
quanto encanto tem
em viver,
agora.

me jogo do alto
e não é para cair
é por anseio de voo.

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